Atividades do Regime Especial de Aulas Não Presenciais de Língua Portuguesa 8º "A" e "B"
Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Professora Adeliene A. Silva
Trindade, 03 de junho de 2020
Atividade 1
Leia
os textos, copie e responda as questões no caderno:
Texto 01: Autobiografia
Nasci no dia 12 de outubro de 1912, no núcleo colonial de
Cruz Machado, em pleno sertão paranaense. Eram 8 horas da manhã de um dia de
sol e geada. Meus pais eram ucranianos, que se conheceram e se casaram no
Paraná. Eu sou a primogênita e a 1ª brasileira de minha família. Miguel Kolody,
meu pai, nasceu na parte da Ucrânia chamada Galícia Orienta, em 1881. Tendo
perdido o pai na grande epidemia de cólera que assolou a Ucrânia em 1893,
Miguel, no ano seguinte, emigrou para o Brasil com a mãe e os irmãos. Mamãe,
cujo nome de solteira era Victoria Szandrowska, também nasceu na Galícia
Oriental, em 1892. Veio para o Brasil em 1911. Vovô radicou-se em Cruz Machado,
onde papai trabalhava. "Seu" Miguel conheceu a jovem Victoria e
apaixonou-se por ela. Casaram-se em janeiro de 1912. Estava escrito o primeiro
capítulo da minha história. Cursei a Escola Normal de Curitiba (atual Instituto
de Educação do Paraná), diplomando-me em 1931. Sou uma simples professora
normalista e tenho muito orgulho disso. Escolhi o Magistério levada pelo
impulso irresistível da vocação. A poesia foi um imperativo psicológico. Ao
Magistério, dediquei os melhores anos de minha vida. Lecionei com prazer e
entusiasmo. Amei meus alunos como se fossem meus irmãos, meus filhos. Muitas de
minhas melhores amigas de hoje foram minhas alunas. O Magistério e a poesia são
as duas asas do meu ideal.
Texto 02
Rubem Alves
Vocês, crianças que leem as minhas
estórias, frequentemente ficam curiosas sobre a minha vida. Eu conto. Eu nasci,
faz muito tempo, no dia 15 de setembro de 1933, numa cidade do sul de Minas,
Boa Esperança (procurem no mapa). Façam as contas para saber quantos anos tenho
agora. Meu pai foi muito rico, perdeu tudo, ficamos pobres, morei numa fazenda
velha. Não tinha nem água, nem luz e nem privada dentro de casa. A água, a
gente tinha de pegar na mina. A luz era de lamparina a querosene. A privada era
uma casinha fora da casa. Casinha do lado de fora. Não precisava de brinquedos.
Havia os cavalos, as vacas, as galinhas, os riachinhos, as pescarias. E eu
gostava de ficar vendo o monjolo. Depois mudei para cidades: Lambari, Três
Corações, Varginha. Me divertia fazendo meus brinquedos. Brinquedo que a gente
compra pronto não tem graça. Enjoa logo. Quantos brinquedos há no seu armário,
esquecidos? Fazer o brinquedo é parte da brincadeira. Foi fazendo brinquedos
que aprendi a usar as ferramentas, martelo, serrote, alicate. Gostava de andar
de carrinho de rolemã. Brincava de soltar papagaio, bolinhas de gude, pião. Fiz
um sinuquinha. Se quiser ler a estória de como fiz o sinuquinha. Como a gente
era pobre nunca tive velocípede ou bicicleta. Ainda hoje não sei andar de
bicicleta. Depois nos mudamos para o Rio de Janeiro onde sofri muito. Os
meninos cariocas caçoavam de mim por causa do meu sotaque de mineiro da roça.
Gostava de ler Gibi e X-9. Nunca fui um bom aluno. Não me interessava pelas
coisas que ensinavam nas escolas. Estudei piano porque queria ser pianista. Mas
eu não tinha talento. Desisti. Pensei ser engenheiro, médico. Li a biografia de
um homem extraordinário, chamado Albert Schweitzer. Ele era filho de um pastor
protestante. Pastor é uma espécie de padre das igrejas protestantes. Schweitzer
desde menino tocava orgão. Foi um especialista na música de Bach e dava
concertos por toda a Europa. Fui ser pastor porque queria cuidar dos
pensamentos e dos sentimentos das pessoas, porque é daí que surgem nossas ações.
Se a gente tem pensamentos bons a gente faz coisas boas. Se tem pensamentos
maus faz coisas ruins. Morei e estudei nos Estados Unidos. Voltei para o
Brasil. Vim morar em Campinas. Fui ser professor numa universidade. Tenho 3
filhos. O mais velho se chama Sérgio e é médico. O segundo se chama Marcos, é
biólogo. E a Raquel, minha última filha, que vai ser arquiteta. Meu maior
brinquedo hoje é escrever. Adoro escrever. Especialmente estórias para
crianças. Já escrevi mais de trinta. Todas com ilustrações. Meus dois últimos
livros para crianças são O gato que gostava de cenouras e A história dos três
porquinhos (A estória que normalmente se conta não é a verdadeira. Eu escrevi a
verdadeira...). Para mim cada livro é um brinquedo. Sou também psicanalista,
que é um tipo de médico que cuida dos pensamentos e dos sentimentos das
pessoas. Quando os pensamentos e os sentimentos não são cuidados eles podem
ficar doentes. São várias as doenças que podem atacar os pensamentos e os
sentimentos. Aí as pessoas podem ficar mandonas, malvadas, falam sem parar, ou
não falam nunca, têm medo de coisas imaginadas, ficam tímidas, não sabem
repartir, ficam chatas, etc. A psicanálise existe para ajudar as pessoas a ter
sentimentos e pensamentos mansos. Coisas que me dão alegria: ouvir música, ler,
conversar com os amigos, andar nas matas, olhar a natureza, tomar banho de
cachoeira, brincar com as minhas netas (Mariana e Camila, filhas do Sérgio; Ana
Carolina e Rafaela, filhas do Marcos), armar quebra-cabeças, empinar pipas,
cachorros. Fazer os próprios brinquedos e armar quebra–cabeças ajuda a
desenvolver a inteligência. Cuidado com os brinquedos comprado prontos: eles
podem emburrecer!
Texto 03
Autobiografia – Um pouco de minha vida
Meu nome é Felipe Simões Quartero, nasci em 30 de julho de 1981, na cidade de São Bernardo do Campo, estado de São Paulo. Aos 5 anos de idade comecei a apresentar algumas dificuldades físicas relacionadas a força muscular. Um ano depois, após inúmeros exames, fui diagnosticado como sendo portador da Distrofia Muscular de Duchenne, deficiência neuromuscular progressiva, na qual as células musculares sofrem um processo degenerativo contínuo. Apesar das limitações, que foram crescendo com o passar dos anos, continuei vivendo normalmente, sempre estudando, fazendo amigos e curtindo a vida. A deficiência nunca foi motivo para eu desistir de meus objetivos, e penso ser essa atitude a mais importante e decisiva em minha vida. Aos 11 anos passei a me locomover "sobre rodas" (com o auxílio de cadeira de rodas), uma condição nova para mim, a qual logo me adaptei. Em 1999, aos 17 anos, iniciei o curso superior de Ciências da Computação, me formando quatro anos mais tarde. Atualmente atuo como professor de informática, palestrante e escritor. Minha biografia não acaba aqui, continua sendo escrita, mas já me rendeu (e segue rendendo) muitas experiências e histórias para contar, agora é hora de compartilhá-las com as pessoas. Felipe Simões Quartero.
01. O
que você percebeu que há em comum entre os textos?
02. Qual
o papel social (profissão) de:
a) Helena Kolody:
b) Rubem Alves:
c) Felipe Simões Quartero:
03. Qual a
Autobiografia que mais lhe chamou a atenção? Por quê?
04. Você
conhece outras autobiografias, além dessas de Rubem Alves e Helena Kolody e
Felipe Simões Quartero? Quais?
05. Localize
nos textos:
|
Texto
01
|
Texto
02
|
Texto 03
|
Nome completo da pessoa autobiografada
|
|
|
|
Local e data de nascimento
|
|
|
|
Fatos e feitos mais importantes
|
|
|
|
Trabalhos que já teve
|
|
|
|
Onde morou ou mora
|
|
|
|

Me ajuda
ResponderExcluir