Professora: Regilani Alves - 7º ANO "A" - Matutino - Data: 15/06/2020
Escola Estadual Professor Marcilon
Dorneles
Professora: Regilani Alves - 7º ANO "A" - Matutino - Data: 15/06/2020
Tema / Conhecimento: Novela
Regime
Especial de Aulas Não-Presenciais - Língua Portuguesa
Olá!!! Prontos para começarmos mais uma
aula?
Meus amores, hoje estudaremos sobre O Gênero
Literário: NOVELA.
Preste muita atenção, vocês vão adorar essa
aula!!!
Habilidades: (EF69LP47-B) Perceber como se estrutura a narrativa nos diferentes
gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco narrativo típico de cada
gênero, da caracterização dos espaços físico e psicológico e dos tempos
cronológico e psicológico, das diferentes vozes no texto (do narrador, de
personagens em discurso direto, indireto e indireto livre), do uso de pontuação
expressiva, palavras e expressões conotativas e processos figurativos e do uso
de recursos linguístico-gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
NOVELA
Moisés, Massaud. A criação literária:
prosa 1. 20. ed. -- São Paulo. Cultrix,2006.
Disponível em:
https://www.amazon.com.br/Demanda-do-Santo-Graal/dp/8577154068 Acesso em 02
de jun. de 2020.
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O Brasil não tem uma produção muito
expressiva do gênero novela, mas possui vasta produção em poema, crônica, conto
e romance. Algumas das novelas brasileiras mais conhecidas são: Vidas Secas, de
Graciliano Ramos; Menino de Engenho, de José Lins do Rego; Gabriela cravo e
canela, de Jorge Amado; Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo; A hora da
estrela, de Clarice Lispector.
Muitas obras renomadas da literatura
têm seus textos adaptados para serem exibidos na TV e também recebem o nome de
novela.
Disponível em: http://www.cafeinaliteraria.com.br/2014/10/10/generos-literarios-novela Acesso em 19 de maio de 2020.
ATIVIDADES
Você já ouviu falar sobre a história do Rei Artur?Você lerá dois trechos
de O rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda. Após, responda as atividades no seu caderno:
O MAGO MERLIN
Num tempo distante viveu um poderoso rei que dominava toda a Grã-Bretanha,
onde hoje é a Inglaterra. Seu nome era Uther Pendragon. Ele conquistou muitas
terras, sempre contando com a ajuda dos cavaleiros e do mago Merlin. Nessa
época, o país estava dividido em muitos feudos e os senhores travavam guerras
entre si, pela posse da terra e, também, pelo amor de uma bela dama. Durante as
negociações de paz com o duque de Tintagil da Cornualha, o rei Uther Pendragon
apaixonou-se pela mulher dele, Igraine. A impossibilidade de viver o amor
levou-o a travar uma batalha feroz em que muitos morreram de ambos os lados. A
ira pela resistência do duque e a paixão ardente levou Uther Pendragon a
adoecer de raiva e de amor.
[..] Então, um de seus
soldados partiu em busca de Merlin, o único homem que poderia acabar com a dor que afligia o
coração do rei.
O mago Merlin conhecia mistérios do céu e da terra, da
vida e da morte, dos homens e dos deuses. Alguns o chamavam de feiticeiro;
outros achavam que ele era um santo. Todos, porém, o reconheciam como um dos
homens mais sábios desde tempos imemoriais. Por isso o soberano mandou
procurá-lo. Merlin não tinha endereço certo. Dizia-se que vivia no meio das
neblinas de Avalon, uma ilha no meio de um lago, que abrigava um reino
misterioso. Era o antigo País das Fadas, uma região tão indefinida que suas fronteiras
apareciam e desapareciam, recuando para mais longe à medida que a Inglaterra ia
consolidando seu reino.
Mas não era preciso ir até Avalon para achar Merlin:
ele costumava aparecer nos lugares mais inesperados e, muitas vezes,
disfarçado. Dessa vez o cavaleiro encarregado de encontrá-lo deparou com um
velho mendigo, que lhe perguntou:
– Quem procurais?
– Não é da tua conta – respondeu o cavaleiro.
– É, sim – disse o velho. – Vós procurais Merlin, que
sou eu. E, se o rei jurar que me dará a recompensa que eu pedir, vou fazer o
que Vossa Majestade deseja. Voltai para dizer isso a ele e avisai que não
demoro.
Assim foi feito. O cavaleiro levou a mensagem a Uther
Pendragon e, pouco depois, Merlin chegou ao palácio.
– Meu senhor, sei o que se passa em vosso coração e
posso prever o que vai acontecer. Ajudarei Vossa Majestade a ter Igraine, se
prometerdes cumprir meu desejo: na noite em que deitardes com a duquesa, ela
conceberá um filho que deverá ser-me entregue assim que nascer para que eu o
crie e eduque.
Não foi difícil ao rei jurar a Merlin que assim seria
feito, pois seu amor por Igraine era imenso.
– Pois então preparai-vos – prosseguiu Merlin. –
Porque esta noite o duque da Cornualha tombará numa batalha e, antes que a
notícia se espalhe, iremos ao castelo onde está a duquesa; por artes de
encantamento tereis o aspecto e as feições do duque e eu, as feições de seu
mais fiel cavaleiro. Ninguém nos reconhecerá, nem mesmo Igraine, que se deitará
com Vossa Majestade sem resistir.
Tudo aconteceu exatamente como ele dissera. E assim
que Pendragon e Merlin, disfarçados e irreconhecíveis, saíram do castelo de
Tintagil em plena madrugada, chegaram os mensageiros com a informação de que o
duque havia falecido muitas horas antes. Naturalmente, a duquesa ficou espantadíssima
por ter passado a noite com seu marido quando ele já estava morto. Mas não
disse nada a ninguém e cobriu-se de luto como convinha a uma viúva.
Após algumas semanas, Igraine descobriu que estava
grávida. Por isso, logo em seguida, quando recebeu uma proposta de casamento do
rei da Inglaterra, concordou muito satisfeita: seria rainha e teria um pai para
seu filho.
No dia de seu casamento com o rei foram celebradas
também as núpcias de suas duas filhas: Margawse, com o rei Lot, e Morgana,
poderosa fada, com o rei Uriens de Gore.
Como não queria esconder nada de Uther, a rainha
sentiu-se obrigada a contar-lhe sobre o cavaleiro misterioso que a visitara na
noite em que o duque morrera. Satisfeito com a sinceridade dela, o rei
confessou que fora ele o estranho visitante.
Igraine ficou aliviada e feliz ao saber que o pai do
filho que esperava era o próprio rei. Ele então mencionou a promessa feita a
Merlin, mas ela não deu maior importância a isso. Porém, pouco depois, o velho
mago veio ao castelo de Pendragon explicar os seus planos.
– Senhor – disse ele –, a criança que a rainha espera
será um menino e um grande rei. Será necessário educá-lo para ser o maior
soberano de nossa história.
Uther Pendragon também se preocupava com isso e temia
pelo destino da criança. Sabia que, se ele morresse, o filho correria um grande
perigo, pois todos os seus inimigos tentariam eliminar o herdeiro do trono.
– Merlin, faze como achares melhor. Seguirei todos os
teus conselhos. Quero que meu filho seja bem educado para suas funções, mas
antes de tudo quero que sua vida seja protegida – respondeu o rei.
O sábio já tinha planejado tudo:
– Quando a criança nascer, virei buscá-la. Ninguém
saberá onde o menino está, para a própria segurança dele. Apenas vós e eu. Um
dos nobres desta terra, sir Ector, é um homem bondoso, valente e justo,
merecedor de toda confiança. A mulher dele vai ter um bebê na mesma época que a
rainha e poderá amamentar o herdeiro do trono. Eu o levarei para sir Ector, que
tem propriedades na Inglaterra e em Gales. Nós o batizaremos com o nome de
Artur. E o criaremos com carinho, em segurança, para que ele possa ser, um dia,
um grande rei, digno de continuar vosso reinado.
Tudo foi feito de acordo com o combinado. O rei e a
rainha ficaram tristes por se separar do filho, mas sabiam que era pelo bem de
todos. Enquanto mãe, a bela Igraine sentiu uma grande dor, mas, como ela mesma
era descendente das fadas e da gente de Avalon, sabia, mais do que ninguém, que
seu filho jamais poderia ter um mestre melhor do que Merlin, sábio entre os
sábios.
Assim, o pequenino Artur foi levado do castelo,
enrolado num pano tecido com fios de ouro e entregue a um mendigo que esperava
junto à porta dos fundos – o próprio Merlin. E nas terras de sir Ector ele
cresceu, desconhecendo sua origem e o destino que estava à sua espera.”
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CAPÍTULO 2
ARTUR RETIRA A ESPADA DA PEDRA
“Dois anos depois do nascimento de Artur, o rei
Uther Pendragon adoeceu gravemente e teve de ficar acamado por muito tempo. Os
inimigos aproveitaram a ocasião para invadir suas terras, matando muitos de
seus homens e causando grandes tumultos.
– Senhor – aconselhou Merlin –, sem o vosso
comando, nossos exércitos não serão vitoriosos. Mesmo que seja numa liteira
levada por cavalos, Vossa Majestade deve ir ao campo de batalha.
O conselho foi seguido e o rei foi transportado
à frente de suas tropas. Sua simples presença deu novo ânimo aos soldados, que
lutaram com muito mais disposição, vencendo os inimigos que ameaçavam o norte
do país.
Uther voltou a Londres; a cidade rejubilava-se
com a vitória obtida. Mas o esforço tinha sido grande demais para quem estava
tão doente; durante três dias e três noites ele não conseguiu nem mesmo falar.
Preocupados, os nobres se reuniram e consultaram
Merlin.
– Não há nada a fazer, a não ser deixar que se
cumpra a vontade de Deus – disse o sábio. – Mas já que estamos todos reunidos,
podemos perguntar ao nosso soberano sobre o futuro do reino.
E, na presença de todos os nobres, Uther
Pendragon declarou bem alto, para que todos ouvissem:
– Que Deus abençoe meu filho Artur como eu o
abençoo, para que ele possa rezar por minha alma e herdar minha coroa. Dele
será o trono da Inglaterra, e quando for chegada a hora vós sabereis reconhecer
o verdadeiro descendente de Uther Pendragon, único herdeiro de toda a
Inglaterra.
Depois de dizer isso, entregou sua alma a Deus.
Durante muitos anos, após a morte de Uther, o
caos dominou o país. Os senhores disputavam o poder e mediam suas forças em
sucessivos combates, nos quais milhares de homens perdiam a vida. Até que um
dia Merlin procurou o arcebispo de Canterbury aconselhando-o a convocar todos
os nobres do reino para virem a Londres por ocasião do Natal, pois Jesus, que
nascera naquela noite, iria fazer um milagre e mostrar quem devia ser o novo
rei.
Vieram todos. E estavam ainda reunidos na maior
igreja da cidade, quando, depois de feitas as primeiras orações e celebrada a
primeira missa, viram diante da entrada do templo uma grande pedra quadrada,
como um bloco de mármore.
No meio dela havia uma espécie de bigorna de aço
onde estava cravada uma belíssima espada nua.
(Trechos
extraído de MALORY, Thomas. O rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda.
Tradução e adaptação de Ana Maria Machado. São Paulo: Scipione, 2013, capítulo
1, pp. 10 a 12)
Disponível em:
https://pt.slideshare.net/mara_virginia/os-cavaleiros-da-tavola-redonda-thomas-malory
Acesso em19 de maio
de 2020.
Copie e responda as atividades no caderno.
1) O texto apresenta uma sequência de fatos, com certa ordem cronológica
dos acontecimentos. Sendo assim esse texto pertence a qual sequência
tipológica?
a) ( ) expositiva
b) ( ) narrativa
c) ( ) descritiva
d) ( ) argumentativa
2) No 9º
parágrafo há um pedido pelo Mago. Por que Merlin fez esse pedido e por que ele
queria educar o menino?
3) Releia: “Aquele que conseguir tirar esta espada desta pedra e da
bigorna é o legítimo rei da Inglaterra”.
Qual a importância ou o papel dessa inscrição na pedra? Explique.
4) Artur
tornou-se rei porque
a) ( ) era filho secreto do rei Pendragon.
b) ( ) foi confiado ao mago Merlim
c) ( ) o rei morreu sem deixar herdeiro.
d) ( ) apoderou-se da arma sem a mínima
dificuldade.
5) Que pronome de tratamento é utilizado para se referir ao rei no
texto? Escreva.
6) Você conhece outros pronomes de tratamento? Cite exemplos e para quem
são utilizados.
7) Na passagem “Todos os cavaleiros do reino tentaram retirar a
espada da pedra. Mas nenhum conseguiu.”, o termo grifado indica:
a) ( ) a comparação entre dois fatos.
b) ( ) a oposição entre dois fatos.
c) ( ) a consequência de um fato.
d) ( ) a
finalidade de um fato.
8) Na
novela, os personagens são facilmente identificados por arquétipos com papeis
fáceis de rotular (o herói, o mentor, o vilão, o parceiro, a donzela em perigo,
etc.). Você conseguiu identificar alguns desses personagens nos textos lidos?
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