AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA PROFESSORA:MARIA CRISTINA 7º ANO B/C 17 DE JUNHO
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR MARCILON DORNELES
AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA 17 DE JUNHO
PROFESSORA:MARIA CRISTINA 7ºANO B/C
*TEXTO PARA LEITURA E REFLEXÃO
*LEIA O TEXTO E FALE COM SEUS PAIS SOBRE ESSE ASSUNTO.
Vamos disseminar o vírus da leitura
Podemos aproveitar esses duros tempos de quarentena por conta de uma pandemia para valorizar
os livros e a leitura interativa.
A maior herança que podemos deixar para nossos filhos (e netos) é o gosto e hábito pela leitura. Em tempos de coronavírus, nada mais oportuno do que estimular pais, avós, tios e todos os que estão colaborando nos mutirões de apoio às famílias para tratar desse assunto.
São comprovadas as vantagens de habituar as crianças com livros e leitura desde o berço. Isso permite que associem o gosto pela leitura ao prazer de estar com um adulto querido. Por isso, falamos em “leitura desde o berço”. Desde cedo, a criança deve receber doses variadas de leitura ao longo do dia – nas brincadeiras da manhã, nas leituras associadas às rotinas do dia, nas leituras no sofá e, sem faltar, nas leituras na hora de dormir.
Há várias características de uma boa leitura interativa. É preciso explicar os adjetivos boa e interativa. A boa leitura inclui a vontade de ler, o envolvimento do leitor, a prosódia que reflete a interpretação da leitura com foco na criança. A leitura interativa merece maiores explicações.
A interação natural da criança com os livros é colocá-los na boca. Isso ela faz com qualquer objeto – a criança apreende o mundo pelos sentidos. A boca está associada à necessidade e prazer da alimentação. Se não for de comer, pode servir para lamber, mastigar… Enfim, a criança tem suas diversas formas de explorar novos objetos. Livros de pano, livros grossos com lados arredondados, tudo isso evita problemas e ajuda a aproximação da criança com o livro.
Mas tem mais. A interação está na conversa – relacionar o que está no livro com o que está no mundo e vice-versa: o carro, o trem, o cachorro, a menina que visita a avó, e assim por diante. É dessa forma que a criança vai aprendendo a estabelecer relação entre o mundo da leitura e a leitura do mundo – a frase de efeito é de Marisa Lajolo.
A leitura interativa é que faz a diferença. Esta é uma das razões pelas quais os estudiosos do tema acreditam na inconveniência dos textos eletrônicos para esta faixa etária. Mas a principal razão vai agora: eletrônicos estão associados com entrega, abandono da criança. O livro físico exige a presença do adulto, e a interação é que faz toda a diferença.
Esta é uma área em que o Brasil vem evoluindo, mas muito pouco em relação a outros países. A quantidade de livros publicados é enorme, mas a qualidade deixa muito a desejar. Predominam ainda os livros politicamente corretos, os livros que querem ensinar valores e boas maneiras a qualquer custo ou os livros que querem fazer gracinha com as palavras, mas que raramente conseguem sucesso. Claro que muitos livros excelentes, com boas histórias, mesmo para crianças de zero a quatro anos. E sempre há os clássicos – sempre é possível encontrar boas edições deles.
saudável.
Em tempos de coronavírus, vale estimular a sociedade a valorizar os livros e a leitura interativa em casa. E, quem puder, que ajude os que não podem a ter acesso a livros e às formas de fazer uma boa leitura. Especialmente nesses duros tempos que vamos enfrentar. Essa, sim, é uma pandemia que deve contaminar a todos.
Contar histórias para quebrar o isolamento da pandemia
A quarentena imposta pela pandemia do coronavírus mudou a forma de estudar de milhares de crianças no mundo todo. Muitos pais tiverem que se adaptar para manter a rotina de aprendizagem em casa, mas se engana quem pensa que os professores estão distantes dos alunos nesse momento de isolamento social.
As redes sociais estão entre as ferramentas utilizadas para manter o contato entre mestres e alunos. É dessa forma que Camilla de Souza Pinto, de 38 anos, se torna presente no cotidiano dos pequenos e de suas famílias. Aluna do curso de Educação Especial da Uninter, no polo de São João (Rio de Janeiro), ela está no 4° período e conta que escolheu esta especialização devido à atividade que já exercia anteriormente.
“Escolhi o curso porque já atuo como professora de educação infantil aqui na rede municipal. Faltava uma graduação no meu currículo e como já havia feito alguns cursos sobre inclusão, resolvi investir no curso, pois é a área que amo”.
Devido à paixão que tem pela educação, Camilla descobriu uma maneira divertida de manter contato com seus alunos nesta época de quarentena: contar histórias e publicar os vídeos nas redes sociais do seu local de trabalho, Creche Municipal Gelio Alves Faria (RJ). “A creche tem o Facebook e recentemente fizemos um Instagram para postar nossas atividades para que os responsáveis possam acompanhar o trabalho que realizamos com os alunos”, explica.
O projeto se chama “Uma história por dia”, e foi uma solicitação da orientadora pedagógica da creche, a fim de manter o incentivo à leitura. O primeiro livro escolhido por Camilla para desenvolver essa atividade foi “A Pulga da Daninha”, de Pedro Mourão. Demais professores também contam e publicam suas histórias na internet, mantendo dessa forma a presença, o afeto e a aprendizagem no dia a dia das crianças.
“Os responsáveis estão encantados com a postura da escola neste momento tão complicado para todos. Elogiam, agradecem e isso é extremamente motivador. Eu não esperava tanto carinho e repercussão aqui na nossa comunidade escolar”, relata.
Ainda de acordo com Camilla, o intuito dos vídeos não é acostumar os alunos com o cenário virtual, mas sim incentivar a leitura fora do ambiente escolar. “Quero incentivar a formação de leitores, estimular nas crianças a imaginação e a criatividade através a leitura. Lembrando que nada substitui o professor em sala de aula, mas a parceria com a família tem ajudado muito nesse processo”, conclui.
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