Atividades do Regime Especial de Aulas Não Presenciais de Língua Portuguesa 8º "A" e "B"
Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Professora Adeliene Alves Silva
Trindade, 27 de abril de 2020
OBS.: Caros Alunos, sei que vocês são muito esforçados e gosto de ver esse esforço. Desejo a todos um excelente dia de atividades juntamente com a família, que tem se esforçado muito em parceria com a escola e com vocês.Acredito que dias melhores virão. Fique em casa, logo estaremos juntos.Portanto leiam o texto com muita atenção, copie as atividades de responda.
Escola Estadual Professor Marcilon Dorneles
Professora Adeliene Alves Silva
Trindade, 27 de abril de 2020
OBS.: Caros Alunos, sei que vocês são muito esforçados e gosto de ver esse esforço. Desejo a todos um excelente dia de atividades juntamente com a família, que tem se esforçado muito em parceria com a escola e com vocês.Acredito que dias melhores virão. Fique em casa, logo estaremos juntos.Portanto leiam o texto com muita atenção, copie as atividades de responda.
Habilidades: (EF69LP47-B) Perceber como se estrutura a
narrativa nos diferentes gêneros e os efeitos de sentido decorrentes do foco
narrativo típico de cada gênero, da caracterização dos espaços físico e
psicológico e dos tempos cronológico e psicológico, das diferentes vozes no
texto (do narrador, de personagens em discurso direto, indireto e indireto
livre), do uso de pontuação expressiva, palavras e expressões conotativas e
processos figurativos e do uso de recursos linguístico-gramaticais próprios a
cada gênero narrativo. (EF89LP33-A) Ler, de forma autônoma, e compreender –
selecionando procedimentos e estratégias de leitura (seleção, antecipação,
inferência e verificação) adequados a diferentes objetivos e levando em conta
características dos gêneros e suportes. (EF89LP35-A) Criar contos ou crônicas
(em especial, líricas), crônicas visuais, mini- contos, narrativas de
aventura, entre outros, com temáticas próprias ao gênero.
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ATIVIDADES]
Texto I
Com certeza tenho amor
Com certeza tenho amor
Moça
tão resguardada por seus pais não deveria ter ido à feira. Nem foi, embora
muito o desejasse. Mas porque o desejava, convenceu a ama que a acompanhava a
tomar uma rua em vez de outra pra ir á igreja, e a rua que tomaram passava tão
perto da feira pareciam espelhar-se nas paredes claras.
E
foi nessa rua, recortada como uma silhueta em suas roupas escuras, o rosto meio
coberto por véu, que o mais jovem dos saltimbancos, atrasado a caminho da
feira, a viu.
Era
o mais jovem era o mais forte era o mais era o mais valente entre os onze
irmãos. A partir daquele encontro, porém, uma fraqueza que não conhecia
deslizou para dentro do seu peito. À noite suspirava como se doente.
-
Que tens? – perguntaram-lhes os irmãos.
-Não
sei - respondeu. E era verdade. Sabia apenas que a moça velada aparecia nos
seus sonhos, e que parecia sonhar mesmo acordado porque mesmo acordado a tinha
diante dos olhos.
Àquela
rua a moça não voltou mais. Mas ele a procurou em todas as outras ruas da
cidade até vê-la passar, esperou diante da igreja até vê-la entrar acompanhou-a
ao longe até vê-la chegar em casa.
Agora
sorria, cantava, embora de repente largasse a comida no prato porque nada mais
lhe passava na garganta.
-
Que tens? – perguntaram-lhe os irmãos.
-
Acho, não sei... – respondeu ele abaixando a cabeça sobre seu rubor – creio ...
que tenho amor.
Na
sua casa, a moça também sorria e cantava, largava de repente a comida no prato
e se punha a chorar.
Tenho...
sim... com certeza tenho amor – respondeu à ama que lhe perguntou o que tinha.
Mas
nem a ama se alegrou, nem se alegraram os dez irmãos. Pois como alegrar-se com
um amor que não podia ser?
De
fato, tanto riso, tanto choro acabaram chamando atenção do pai da moça que,
vigilante e sem perguntar, trancou-a no quarto mais alto da sua alta casa. Não
era com um saltimbanco que havia de casar a filha criada com tanto esmero.
Mas
era com um saltimbanco que ela queria casar.
E
o saltimbanco, ajudado por seus dez irmãos, começou a se preparar para chegar
até ela.
Afinal
uma noite, lua nenhuma que os denunciasse, encaminharam-se os onze para a casa
da moça. Seus pés calçados de feltro calavam-se sobre as pedras.
O
mais jovem era o mais forte, teria ele que sustentar os demais. Pernas abertas
e firmes, cravou-se no chão bem debaixo da janela dela. O segundo irmão subiu
para os seus ombros, estendeu a mão e o terceiro subiu. O quarto escalou os
outros até subir nos ombros do terceiro, E um por cima do outro, forma se
construindo como uma torre. Até que o último chegou ao topo.
O
último chegou ao topo, e o topo não chegou à altura da janela da moça. De cima
a baixo os irmãos passaram-se a palavra. Os onze parecem ondejar por um
instante. Então o mais jovem e mais forte saiu de debaixo dos pés do seu irmão
deixando-o suspenso no ar, e tomando a mão que este lhe estendeu subiu
rapidamente por ele, galgando seus irmãos um a um.
No
alto, a janela se abriu.
(Marina
Colasanti. 23 histórias de um viajante. São Paulo: Global, 2005 p.51-55.)
Disponível em: http://helenaconectada.blogspot.com/2010/05/generos-9os-anos_9597.html Acesso em 01 de abril 2020.
Vamos registrar no caderno.
1.
Qual é o assunto do texto?
2.
Nas histórias de amor, os amantes precisam vencer
obstáculos para ficarem juntos. Que obstáculos a jovem e o saltimbanco
enfrentam?
3. Responda as questões:
Quem é a autora do conto? Registre, no seu caderno, algumas informações
centrais sobre ela.
A.
Sabe-se que o narrador é aquele que descreve os
acontecimentos. Qual o tipo de narrador desse conto?
B.
No
trecho... “tanto choro acabaram chamando atenção do pai da moça que,
vigilante e sem perguntar, trancou-a no quarto mais alto da sua alta casa”... O
que o saltimbanco fez para solucionar esse obstáculo?
04.
No conto “Com certeza tenho amor”, qual o principal
motivo que levou o pai a contrariar o namoro da moça com o saltimbanco?
05.
O amor lhes causava muito sofrimento e isso não é
característica do amor, pois amor é sinônimo de felicidade. Por que o amor
deles era diferente?
06.
As diferenças sociais ainda são impeditivas para as
pessoas vivenciarem o amor?
07.
Que outro final você daria ao texto? Reescreva-o.
08.
Na sua
opinião, seria possível acontecer algo assim nos dias de hoje? Explique.
09.
O travessão foi usado nesse
texto para indicar
(a) a
descrição do ambiente.
(b) a fala das personagens.
(c) a emoção das personagens.
(d) a maldade do pai.
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