Atividades de Língua Portuguesa 9º "A" e "B"
Trindade, 19 de Março de 2020
Professora Adeliene Alves Silva
Trindade, 19 de Março de 2020
Professora Adeliene Alves Silva
Menino é
resgatado após três dias trancado
em barracão sem
água e alimentos, em Goiânia
Segundo a Polícia Militar, o pai
confessou trancar o filho por questões de segurança. Ele foi preso por cárcere
privado e abandono de incapaz.
Um menino de 11 anos foi resgatado
pelo Conselho Tutelar de Goiânia, trancado dentro de um barracão, no sábado
(4), no Residencial Eli Forte, em Goiânia. Ele estava sozinho, sem água e
alimentos, numa casa considerada insalubre, pela conselheira tutelar Priscila
Gonçalves Aquino, responsável pelo atendimento à criança. O pai do menino trabalhava em um lava a jato próximo à residência e foi preso pela Polícia
Militar, neste domingo (5), por cárcere privado e abandono de incapaz.
O G1 fez contato com a Central de
Flagrantes de Goiânia, mas o atendimento não soube informar se o pai ainda
estava preso. A conselheira tutelar Priscila Gonçalves faz parte da equipe do
bairro Campinas e atendeu à ocorrência em regime de plantão. A criança está sob
a guarda de um parente do pai, em Goiânia, segundo a conselheira.
O menino relatou à conselheira que
ficava até três dias sozinho dentro de casa, sem água ou alimento, enquanto o
pai dormia fora, geralmente aos finais de semana. Nesse período, segundo a
conselheira, os vizinhos alimentavam o menino pela janela.
O suposto abandono é recorrente, de
acordo com os relatos da criança à conselheira. Eventualmente, o menino era
agredido pelo pai.
A Polícia Militar não divulgou o nome
do homem, mas informou que ele foi preso enquanto trabalhava em um lava a jato
próximo à residência da família. Para os policiais, o homem justificou que
trancava o filho por questões de segurança e por não ter parentes, em Goiânia,
para ficar com o menino. Segundo a conselheira tutelar, pai e filho são
retirantes do Tocantins, estado onde a mãe reside.
[...]
O registro feito pelos policiais
militares que auxiliaram o resgate narra que uma denúncia anônima informou
sobre uma criança de 11 anos trancada em um barracão em condições nocivas à
saúde. Foi preciso arrombar a porta da casa para resgatar o menino, que mora
num lote junto com outros cinco barracões.
No interior da residência, a
conselheira tutelar Priscila Gonçalves encontrou falta de água, alimentação e a
casa suja, com vasilhas e comida velha na pia, além de mau cheiro.
A conselheira encontrou a porta da
casa trancada ao chegar no local e diz que se comunicava com o menino pela
janela, que estava aberta, antes da Polícia Militar arrombar a porta da casa.
Fonte: G1 GO, 05 de jan. 2020, Rafael Oliveira
Disponível em:
apos-três-dias-trancado-em-barracão-sem-aguar-
alimentos-em-Goianira-GO Acesso em: 06 jan.
2020
1) No trecho “Ele foi preso por cárcere
privado e abandono de incapaz”, o pronome destacado refere-se
(A) ao pai.
(B) ao menino.
(C) ao policial militar.
(D) ao Conselho Tutelar de Goiânia.
2) Qual é o tema
do texto?
(A) Abandono recorrente de menores.
(B) Ambientes insalubres para
crianças.
(C) Menino preso em cárcere privado.
(D) Abrigo insalubre para menino.
Trindade, 24 de Março de 2020
Atividade do Regime Especial de Aulas Não Presenciais
Aprenda a chamar
a polícia
Luís Fernando Veríssimo
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite
dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de
fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro. Como minha casa
era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não
fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,
espiando tranquilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a
situação e o meu endereço.
Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se
já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia
nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que
fosse possível.
Um minuto depois, liguei de novo e disse com a
voz calma:
— Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém
no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro
da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro
fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na
minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma
equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada
neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que
ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele estivesse pensando que
aquela era a casa do Comandante da Polícia.
No meio do tumulto, um tenente se aproximou de
mim e disse:
— Pensei que tivesse dito que tinha matado o
ladrão.
Eu respondi:
— Pensei que tivesse dito que não havia
ninguém disponível.
Disponível em: https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicas-de-luis-fernando-verissimo
. Acesso em: 07 jan. 2020.
ATIVIDADES
1-A oração “—
Pensei que tivesse dito que não havia ninguém disponível”, expressa
(A) ironia
(B) humor
(C) exagero
(D) grosseria
2-No trecho “Eu
tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de
casa “as palavras destacadas indicam respectivamente
(A) intensidade e lugar
(B) modo e lugar
(C) intensidade e modo
(D) modo e tempo
3-Por que o
narrador disse à polícia que já tinha matado o ladrão?
(A) Porque queria
ser atendido rápido pela polícia.
(B) Porque queria
ter certeza de que não havia mesmo nenhuma viatura disponível.
(C) Porque queria
certificar-se de que a polícia era capaz de prender o ladrão.
(D) Porque
almejava a repercussão do caso.
Olá, o de encontro o gabarito ?
ResponderExcluironde tem o gabarito?
ResponderExcluirOnde está as respostas
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